Reservado para idosos e deficientes
físicos, o assento encontra-se sem o apoio e está prestes a sair, com o
risco de derrubar os passageiros.
Lívia Almeida
Um dos meios de transporte mais
fundamentais para a população macapaense é o ônibus. Com uma frota de
quase 200 veículos, que por sinal, ainda é insuficiente para atender à
necessidade dos passageiros, e com uma tarifa abusiva no valor de R$
2,30, estes veículos ainda por cima são sucateados.
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O aposentado Raimundo Carvalho precisa se segurar para não cair do assento. Foto: Lívia Almeida |
Na manhã de 06 de fevereiro de 2013, esta
estudante que vos fala, pegou o ônibus da linha “Amazonas”, que
pertence a empresa Sião Thur. No ônibus encontrei uma situação que
retrata muito bem as reais condições do transporte público desta cidade:
um dos bancos que fica na parte da frente do veículo, que inclusive é
reservado para idosos, gestantes e deficientes físicos está quase para
cair, sem o apoio embaixo do assento e saindo da parede, o que com
certeza oferece riscos aos usuários que sentam no local.
O aposentado de 75 anos , Raimundo
Carvalho encontrava-se sentado no banco e lamentou pela falta de
estrutura do veículo: “Esses ônibus não oferecem segurança nenhuma para a
gente, tenho que me segurar para não cair”. Seu Raimundo ainda
ressaltou que o perigo é ainda maior para os idosos, já que o assento é
reservado para os mesmos. Além do risco oferecido aos passageiros que
precisavam sentar no local, a alta velocidade em que o ônibus andava
dificultava a segurança.
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Parte que prende o banco à parede do ônibus está saindo, oferecendo riscos aos passageiros. Foto: Lívia Almeida |
Este é apenas um triste exemplo de um problema que é constante na vida
dos cidadãos da capital do Amapá e que é ignorado pelos empresários
responsáveis pelas frotas de ônibus. O preço de R$ 2,30 que é cobrado na
tarifa não condiz com o serviço oferecido por estas empresas, que ainda
alegam que o valor não cobre os seus custos. Ainda que esta seja uma
reclamação recorrente, é necessária e se é recorrente é porque mesmo com
todas as denúncias da população, não melhora. Portanto, cabe a
população insistir nestas denúncias, tanto quanto cabe aos órgãos
responsáveis a fiscalização e medidas que levem essas empresas a
ofertarem um serviço digno ao usuário, que esteja de acordo com o valor
cobrado, e ao poder público cobrar a fiscalização devida. Meu pedido
para hoje: um transporte público mais digno, por favor!